Flores de Perdão
- E. R. Recco

- May 19, 2021
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Updated: May 20, 2021
A primeira palavra foi minha,
A última foi sua.
O sim veio da minha mão
O não da sua.
Eu acreditava em uma futura esperança,
De que tudo daria certo.
Mas como uma pedra na enseada,
Todas elas foram despedaçadas.
Eu demorei tanto tempo,
Para encontrar alguém como ti.
Era e ainda é a alegria do meu dia,
Que se foi como um suspiro.
Eu não sabia o que queria, e ainda não o sei,
Só sei que falei o que não devia.
Falei com ar de confiança,
Mas o que houve eu nunca previa.
Como eu queria ter uma chance,
De andar sobre a luz do luar,
De rir, chorar, sorrir e gritar,
De caminhar sobre a tênue linha do amor.
Todos dizem para eu me acalmar,
Que tudo passa e tudo vêm.
Mas depois disso, com você,
Eu não fico assim tão bem.
Pior ainda que tudo isso,
É que eu não posso mais ver.
Pois a cada olhar eu vou me lembrar,
Da beleza que poderíamos ter.
As vezes eu penso na felicidade.
As vezes na ingenuidade.
As vezes na oportunidade.
As vezes na afabilidade.
Todos sabemos o que é melhor,
Quanto a nossa cruz pesa.
Então não precisa se preocupar.
Sou eu quem o perdão lhe peço.
Dizem que é perigoso saber o futuro,
Quem o disse deve estar louco.
Pois nunca experimentou,
Essa sensação de amor.
Você me disse que tem poemas,
Os quais você não revela.
Já por mim, os acho encantadores,
E espero que esse esteja à altura.
E por mais que inevitável,
Eu não quero que acabe.
Esse poema, essa declaração,
Essa minha sensação.
Eu abri meu coração,
Você o fechou e disse não.
Por isso aceite agora,
Minhas flores de perdão.





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