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A fábrica de nuvens

  • Writer: E. R. Recco
    E. R. Recco
  • Jan 20, 2021
  • 1 min read

Sob o reluzente horizonte.

E por cima das águas turbulentas.

Eu vejo nascendo uma fábrica.

De sonhos, esperanças e visões.


A fábrica de nuvens.

Que não tinha nada de nojenta.

Na sua beleza etérea.

Nem precisava de ferramenta.


A fábrica de nuvens.

Onde as ideias criam forma.

São moldadas e refinadas.

Até que se transforma.


A fábrica de devaneios.

Atraindo cortejos.

Depósito de desejos.

Agrado aos passageiros.


Em uma terra tão fértil.

Onde crescem as árvores da esperança.

É que caem as águas do alto.

De onde todos tem boas lembranças.


E eu assisto em admiração.

Observando a produção.

Refletindo sobre o passado.

E sobre os anos que virão.


A fábrica de nuvens.

Um cenário de fantasia.

Levando alegria e inspiração.

E para todos a extasia.


Ninguém entra e ninguém sai.

Mas a magia continua a encantar.

Fazendo com que os mais curiosos.

Possam apenas imaginar.


E eu assisto de longe.

Observando sua assustadora magnitude.

Mas sua beleza é tanta.

Compensa a infinitude.


Por mais misteriosa que seja a produção.

Nunca a questionaram.

Sabendo apenas que de maléfica.

Nunca a designaram.


Mas em algum dia, eu espero.

Nós descobriremos o que se passa por lá.

Por detrás dos portões d’água.

E das quedas monumentais.


Algum dia saberemos.

Toda a linha de produção.

Mas por enquanto esperamos.

Em plena admiração.


Algum dia saberemos.

Que segredos escondem as cataratas.

E veremos além.

De sua beleza e graça.


Enquanto isso, cá estou.

Apenas a admirar.

E sempre a pensar.

Na fantástica fábrica a brilhar.







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